Geralmente, eu não gosto de ficar perto desse tipo de pessoa, porque parece que o "reclamão" tem o poder de sugar as boas energias que te rodeiam. Eu sou o tipo de pessoa que acredita nas famosas "good vibes" e que você tem sim que tentar manter esse tipo de energia com você porque, convenhamos, é mais difícil fazer qualquer coisa quando você tá mal.
As redes sociais, embora tenham criado uma obrigação de sempre ser feliz nos seus usuários - a sempre postarem fotos do dia divertido, da comida saborosa e das suas viagens invejáveis - ela também abre espaço para os reclamões vomitarem suas insatisfações pra pessoas que eles não conhecem e que provavelmente não fariam questão de conhecer.
Essa infelicidade superlativada e cansativa é vista, por um grupo de pessoas, como normal ou cotidiana e imagino, que não passe na cabeça deles que essa corrente de energia negativa faz mal.
Costumamos ironizar nossas insatisfações sobre nós mesmos e sobre as coisas que nos incomodam, talvez por uma fuga que sentimos da necessidade de enfrentar algo que não nos agrada, porém a força de vontade de mudar é menor que o real desagrado.
Por estarmos acostumados a viver num lugar onde o estranho é não reclamar, nos acomodamos a ter sempre uma só visão das coisas. Talvez a segunda-feira não seja tão ruim quanto eu imagine, ou talvez eu goste de estudar e de fazer exercícios físicos, mas como estou tão condicionado a reclamar, eu reclamo.
A vida pode ser vista de tantas formas... uma coisa ruim pode se tornar boa se você muda o ângulo pelo qual enxerga e isso reflete não só no seu dia, mas numa vida inteira.
E talvez seu twitter esteja cheio de reclamações da vida só porque você não tentou olhar por outro ângulo.
Abraços, Luíza ♡

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